1937-1941 - Do Projecto à Obra
O Nascimento do Coliseu.
Os primeiros esboços encontrados, que sugeriam a construção de uma grande Casa de Espectáculos, datam do ano de 1911.
Ao primeiro impulsionador do projecto, João José da Silva, juntaram-se outros notáveis da cidade: Raúl Marques, Adélio Vaz, Conde da Covilhã e Joaquim José de Carvalho.
Inesperadamente, é numa época em que existe uma conjuntura mundial de extrema insegurança que o projecto avança.
O Coliseu do Porto demorou apenas 22 meses a ser construído e custou 11 mil contos, um elevado custo para a época.
Em 1937, surgem os primeiros esquissos do edifício pelo arquitecto José Porto, que rapidamente abandona o projecto. Seguem-se vários outros nomes. Yan Wills, arquitecto holandês, fez esboços que ficaram sem efeito. E Júlio de Brito viu os seus estudos serem recusados pela Comissão de Estética da Câmara Municipal do Porto. Em 1939, Cassiano Branco assume o cargo de arquitecto dirigente e conta com a colaboração de Júlio de Brito, com quem mais tarde viria a entrar em conflito.
O design de interiores não tem uma autoria muito clara. Charles Cicles, autor de diversos teatros de Paris, terá entrado no projecto e elaborou desenhos para o Coliseu mas, aparentemente, só os candeeiros e as portas foram aproveitados e o arquitecto nunca foi remunerado. Seguiu-se Mário Abreu que projectou o interior e fez alterações na sala principal, nas escadarias, na torre da fachada, que deveria ser envidraçada, e eliminou o néon verde, vermelho e branco que acompanharia todo o edifício.
Após uma série de vicissitudes e de passar por diversos arquitectos, engenheiros e empreiteiros, o Coliseu do Porto acaba por ser finalizado em 1941, num estilo moderno que de imediato se tornou uma referência arquitectónica. Um edifício vanguardista que veio marcar de forma indelével a baixa do Porto e o coração de todos os portuenses.